domingo, 9 de outubro de 2011

Tomas Tranströmer, Prémio Nobel da Literatura 2011

A ÁRVORE E A NUVEM

Uma árvore anda de aqui para ali sob a chuva,
com pressa, ante nós, derramando-se na cinza.
Leva um recado. Da chuva arranca vida
como um melro ante um jardim de fruta.

Quando a chuva cessa, detém-se a árvore.
Vislumbramo-la direita, quieta em noites claras,
à espera, como nós, do instante
em que flocos de neve floresçam no espaço.
(1962)
Tomas Tranströmer, Prémio Nobel da Literatura 2011

sábado, 8 de outubro de 2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Dia do Professor, hoje e sempre!


"Cada vez me apetece menos classificar os rapazes, dar-lhes notas, pelo que eles "sabiam". Eu não quero (ou dispenso) que eles metam coisas na cabeça; não é para isso que eu dou aulas. O saber - diz o povo - não ocupa lugar; pois muito bem: que eles saibam, mas que o saber não ocupe lugar, porque o que vale, o que importa (e para isso pode o saber contribuir e só contribuir) é que eles se desenvolvam, que eles cresçam, que eles saibam "resolver", que eles possam "perceber". 
 "Outra coisa em que eu tomei, a propósito de palavras, foi no eufemismo. Perceberam. O maroto do Artur, quando eu lembrei que a pessoa a quem morre um parente muito querido diz de preferência que ele faleceu, descobriu logo: "Ah! Por isso é que no jornal nunca vem morrimentos, vem sempre falecimentos"."   
"Se eu não risse era um palerma" diz Sebastião da Gama. "Se eu o mandasse para a rua (há quem faça isso, por causa disto, sim senhor.') era uma dúzia de palermas'
"Eu sou contra a tinta encarnada nos exercícios; notas, emendas ou o que é que tenha que escrever, costumo fazê-lo a lápis, se o exercício está a tinta; e a tinta se o exercício está a lápis. A tinta azul, claro está. Porque a vermelha lembra-me o sangue a escorrer de feridas - e pode dar-se o mesmo, se não em todos os alunos, ao menos em alguns.
E o risco? O risco num trabalho que foi feito, por vezes, com esforço, amor, convicção? Um risco pode equivaler a uma reguada. E na alma, que é onde dói mais; eles não sabem protestar; talvez nem mesmo intimamente eles protestem; mas lá no fundo deles qualquer coisa se desequilibra: ou então acham isso natural - o que é muito pior. MUITO PIOR."
Sebastião da Gama , in Diário 


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Pensamento do dia, DIA MUNDIAL DO ANIMAL

«Se recolheres um cão que ande meio morto, podes engordá-lo e não te morderá. Essa é a diferença mais notável que existe entre um cão e um homem»,
Mark Twain

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Em Évora....


São Francisco e o lobo de Gubbio

Andava o povo, assustado,
a fazer a montaria
ao grande lobo esfaimado
que tanto mal lhe fazia.

Elle levava nos dentes
agudos e carniceiros,
os meninos inocentes
que são os alvos cordeiros.

E as pessoas assaltando,
vinha de noite, em segredo,
com seus olhos clamejando,
encher a gente de medo!

Ora, San Francisco era
incapaz de querer mal
mesmo que fôsse a uma fera,
até ao tigre real.

Tinha tão bom coração
que homens e bichos o amavam
e as andorinhas poisavam
na palma da sua mão...

E como elle desejava
que tudo vivesse em paz,
enquanto o povo caçava,
o Santo, o Poeta, que faz?


Procura o lobo cruel,
e tendo-o encontrado enfm,
chamou-o, foi para elle,
sorriu-lhe e falou assim:

«Ó lobo, muito mal fazes
em levar vida tão má!
Mas eu proponho-te as pazes,
e tudo esqueço... Ouve lá:

«Eu sei porque fazes mal,
eu sei o que te consome:
tu és tão mau, afinal,
tu és mau - porque tens fome...

«Pois bons amigos seremos,
para nosso e teu descanso;
e de comer te daremos
para poderes ser manso.

«Promete que has de mudar
de vida, neste momento:
e em sinal de juramento,
alevanta a pata ao ar
e põe-na na minha mão!»

Jurou o lobo. E cumpriu...
Depois, toda a gente o viu
tão mansinho como um cão.

 Afonso Lopes Vieira, in Animaes nossos Amigos (1911).



Na cidade de Gubbio, onde Francisco viveu durante algum tempo, havia um lobo "terrível e feroz, que devorava homens e animais". Francisco teve compaixão pela população local e foi para as colinas achar o lobo. Logo, o medo do animal fez todos os seus companheiros fugirem, mas Francisco continuou e, quando achou o lobo, fez o sinal da cruz e ordenou ao animal para vir até ele e não ferir ninguém. Milagrosamente, o lobo fechou suas mandíbulas e se colocou aos pés de Francisco. "Irmão lobo, você prejudica a muitos nestas paragens e faz um grande mal" disse Francisco. "Todas estas pessoas o acusam e o amaldiçoam. Mas, irmão lobo, eu gostaria de fazer a paz entre você e essas pessoas". Então Francisco conduziu o lobo para a cidade e, cercado pelos cidadãos assustados, fez um pacto entre eles e o lobo. Porque o lobo tinha "feito o mal pela fome", a obrigação da população era alimentar o lobo regularmente e, em retorno, o lobo já não os atacaria ou aos rebanhos deles. Desta maneira Gubbio ficou livre da ameaça do predador.


Todos os anos é comemorado no dia 4 de Outubro o Dia Mundial do Animal

Todos os anos é comemorado no dia 4 de Outubro o Dia Mundial do Animal. O Dia Mundial do Animal tem como objectivo chamar atenção para as espécies em extinção, os maus tratos e exploração dos animais, assim como a importância dos animais para a sociedade.
A comemoração do Dia do Animal nasceu em Áustria, em 1929, em homenagem a São Francisco de Assis (que morreu a 4 de Outubro de 1226), um homem que em vida fazia de tudo para proteger os animais. No dia 4 de Outubro de 1930 foi comemorado pela primeira vez o Dia Mundial do Animal.
A 15 de Outubro de 1978 a UNESCO publicou os direitos dos animais através da aprovação da , proposto pelo Dr. Georges Heuse, secretário-geral do Centro Internacional de Experimentação de Biologia Humana e cientista ilustre.DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

sábado, 1 de outubro de 2011

Velhos são os trapos!

Requiem de Gabriel Fauré 18:30, Igreja de S. Francisco, Évora

Por ocasião das comemorações do dia Mundial da Música e do Idoso (1 de outubro), a Orquestra da Universidade de Évora e o Coro do departamento de Música interpretam Requiem, de Gabriel Fauré.




Gabriel Fauré (1845-1924) de origem francesa, compôs o seu Requiem em Rém, Op. 48, entre 1887 e 1890, sendo uma das suas obras mais conhecidas. Dos seus 7 movimentos destaca-se a beleza da famosa ária do soprano “Pie Jesu”.

A sua primeira apresentação pública, sob a direcção do seu compositor, foi em 1888, na Igreja... da Madalena, em Paris.

Em 1924, no funeral de Gabriel Fauré, o seu Requiem foi interpretado.

As palavras de Fauré sobre a sua obra:
“O meu Requiem, dizem-me, não exprime o temor da morte. Alguém o chamou de canção de embalar da morte. Mas é assim que sinto a morte: como uma libertação feliz, uma aspiração à felicidade no além, mais do que uma transição dolorosa…

O meu Requiem foi composto para nada… para o prazer, se ouso dizer. Talvez tenha assim, por instinto, procurado fugir aos convénios, já que há muito tempo acompanho ao órgão serviços de enterro! Disso já tive até à cabeça. Quis fazer algo diferente”.


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Celebramos este ano os 50 anos de James e o Pêssego Gigante, Roald Dahl

Esta é uma história de um menino cujos pais são devorados por um enorme rinoceronte fugido do jardim zoológico de Londres. Mas a "coisa" piora quando o James é entregue aos cuidados das suas duas tias medonhas, Sponge e Spiker. Pobre James, a sua infelicidade é imensa até ao dia em que algo de extraordinário acontece e James se vê envolvido numa maravilhosa e fantástica viagem a bordo de um pêssego gigante...
Só para animar os leitores, este menino maltratado chega ao fim da aventura e vê as suas tias  devidamente castigadas!  
Livro editado pela Terramar e disponível na BE!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Um PowerPoint a circular na net... Arte e Literatura

Litera Art                                                                                                   

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Dia Europeu das Línguas

Neste início de ano letivo, um pouco atribulado, assinalamos o DEL, mas os trabalhos, esses serão divulgados na Semana Cultural, a última semana do 2º período! Nos aguardem...



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Um dia triste, uma perda, Júlio Resende, 1917-2011


A pintura contemporânea portuguesa ficou mais pobre. Júlio Resende , nascido no dia 23 de outubro de 1917 no Porto, morreu hoje na sua casa em Valbom, Gondomar, nas vésperas de completar 94 anos e da inauguração, em Lisboa, de uma grandiosa exposição da sua obra.
Fazendo coincidir com as Noites de São Bento, a galeria São Roque inaugura amanhã em Lisboa, às 20h, a exposição "Resende, uma mão cheia de cor: um pintor de mão cheia".

Um projeto da BE em parceria com o Português

PROJECTO Ler+Escrever Melhor

Voltámos no Dia Internacional da Paz, no primeiro dia de outono