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sexta-feira, 25 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
«Lembrete»: amanhã e 29 de novembro na DREALE
Amanhã, uma atividade integrada no «Leiturais» de 2º ciclo, a dramatização da obra O Malhadinhas de Aquilino Ribeiro no Auditório da Direção Regional do Alentejo, pelas alunas da Universidade Sénior de Évora, com repetição no dia 29, pelas 14.30h.
Nesta famosa obra de Aquilino Ribeiro se conta a vida do Malhadinhas, homem da Beira Alta, almocreve de profissão. Do berço à cova, todas as suas aventuras são contadas em estilo galhardo e solto, recorrendo a expressões populares bem pesadas pela mão do mestre. Aliás, a dose certa é o que mais impressiona nesta obra: quer na velocidade dos eventos, quer na ponderação do discurso, ora popular, ora erudito.
Nesta famosa obra de Aquilino Ribeiro se conta a vida do Malhadinhas, homem da Beira Alta, almocreve de profissão. Do berço à cova, todas as suas aventuras são contadas em estilo galhardo e solto, recorrendo a expressões populares bem pesadas pela mão do mestre. Aliás, a dose certa é o que mais impressiona nesta obra: quer na velocidade dos eventos, quer na ponderação do discurso, ora popular, ora erudito.
Aquilino nunca deixa de escrever magistralmente, temperando sempre o verbo com o sal da terra e dos costumes e das gentes.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Aquilino Ribeiro (1885 - 1963)
Escritor português, natural de Carregal de Tabosa, no concelho de Sernancelhe, Beira Alta, região cujas características e personagens-tipo perpassam em várias das suas obras. Segundo o próprio Aquilino, a sua vocação de escritor ter-se-á manifestado desde cedo, quando o professor de português, um velho clérigo, pediu aos seus alunos que escrevessem um diálogo entre uma abelha e um piano. Fascinado pelo tema, Aquilino escreveu um texto saudado pelo professor como uma verdadeira revelação de um escritor.
Autor de contos, novelas, romances, estudos etnográficos, biografias, ensaios, impressões de viagem, literatura infantil e traduções, as suas obras de ficção inspiraram-se, sobretudo na primeira fase, nos ambientes da Beira Alta, onde nasceu, recuperando episódios e tipos da sua infância, sem cair no autobiografismo óbvio. Este mundo rural manifesta-se, nos textos do autor, pleno de força e desenvolvendo-se frequentemente no motivo da oposição entre a vitalidade humana, material e livre, e as forças de opressão, brutalidade e morte.
Das mais de setenta obras escritas pelo autor, destacam-se, para além das já referidas, Jardim das Tormentas (1913), Via Sinuosa, (1918), Terras do Demo (1919), Estrada de Santiago (cujo conto inicial era O Malhadinhas, 1922), Arca de Noé, Terceira Classe (1924, obra de literatura infantil), O Romance da Raposa (1924, também para a infância), Andam Faunos Pelos Bosques (1926), O Homem Que Matou o Diabo (1930), Batalha Sem Fim (1932), Aventura Maravilhosa (1936), Mónica (1939), Volfrâmio (1944), Lápides Partidas (1945), O Malhadinhas (1946), Aldeia (1946), O Arcanjo Negro (1947), Cinco Réis de Gente (1948), Uma Luz ao Longe (1949), Geografia Sentimental (1951), O Homem da Nave (1951), A Casa Grande de Romarigães (1957) e Quando os Lobos Uivam (1958).
O Malhadinhas é a história dum almocreve, multifacetada, contada por ele mesmo, o almocreve, e vista sob vários ângulos humanos, sentimentais, vitais, cómicos, trágicos. À volta desta personagem central giram homens, mulheres, animais, elementos, completando o quadro Homem/Região e dando-lhe uma plenitude vital.
Sabes o que é um almocreve? Os almocreves eram pessoas que conduziam animais de carga e/ou mercadorias de uma terra para outra em Portugal.
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Aquilino Ribeiro,
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011
O Malhadinhas, o início...
«Publicado pela primeira vez na coletânea A Estrada de Santiago, em 1922, e com a novela A Mina de Diamantes, em 1958, no volume a que deu título, O Malhadinhas tornou-se uma das mais conhecidas obras de Aquilino Ribeiro. Redigida sob a forma de um monólogo, que tem por destinatário um grupo de ouvintes ("escrivães da vila e manatas", os "fidalgos"), em que se inclui o narrador, a obra conta-nos a história de um almocreve, o Malhadinhas, uma personagem rústica e grosseira, manhosa e sentimental, sem grandes escrúpulos mas com um sentido de justiça que o leva a usar a faca que traz à cinta, ou a língua, tão afiada quanto a faca, para corrigir todos os males.
Impondo, pela estratégia discursiva escolhida, um reforço da coloquialidade, com os seus ditos proverbiais, as suas inflexões idiomáticas, na construção da figura do Malhadinhas, regido na sua conduta pelos preceitos sagrados de honra e de palavra, por certa ambivalência religiosa cristã e demoníaca, e sugestivo orador na descrição sensível da paisagem ou evocação erótica da mulher, concentram-se alguns dos eixos temáticos fundamentais da obra de Aquilino.
Esta obra é considerada o modelo mais perfeito da novela picaresca em língua portuguesa, pelo casticismo da linguagem e pela evidência dos tipos.» in Infopédia.pt
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