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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Projecto Parlamento dos Jovens Organização de Debate com a Deputada Ana Drago do Bloco de Esquerda


Esta sessão teve como temas principais a Violência em Meio Escolar e o Parlamento. No que se refere à Assembleia da República foi feita referência ao seu funcionamento, com especial destaque para o processo de elaboração das leis.
O enfoque na violência física e psicológica que pode conduzir ao medo de frequentar a escola e ao abandono escolar foi um dos aspectos mais relevantes, tendo sido efectuada uma reflexão no sentido de encontrar formas de organização no seio da escola que permitam reduzir os factores inerentes a esta problemática.







sábado, 4 de dezembro de 2010

Notícias frescas do debate na Biblioteca sobre a "Violência em Meio Escolar"




Podemos desde já dizer que esta primeira fase do programa decorreu com sucesso e que os Delegados de Turma  estiveram motivados e participativos no Debate promovido sobre o tema. 
Deixamos uma série de sítios da net por onde se pode navegar à procura de um porto seguro:

 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

E toda a escola está a antecipar o grande tema a discutir no Parlamento dos Jovens: violência em meio escolar. Vamos estar atentos aos desenvolvimentos!


O Projecto Parlamento dos Jovens este ano tem como tema a "Violência em Meio Escolar".
O destaque vai para os debates destinados aos Delegados de Turma, um no dia 2 de Dezembro, pelas 10.15h e outro no dia 13 de Dezembro, à mesma hora.
No debate do dia 2 de Dezembro participam a psicóloga Laura Santos do Centro de Saúde de Évora e o Agente Lopes da Escola Segura/PSP.
No debate do dia 13 participa a Deputada Ana Drago do Bloco de Esquerda.
Todas as informações podem ser consultadas no site:

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Dia Internacional para a Erradicação da Violência contra as Mulheres, 25 de Novembro


Alerta
Se fores vítima, ou testemunha, não hesites em denunciar!
Em caso de urgência liga o 800202148
Apresenta queixa às autoridades competentes.
Pede apoio à APAV- Associação de Apoio à Vítima
Tel. 707200077 e-mail: apav.sede@apav.pt
 
Mas não te cales. 
Calar é ser conivente com o agressor.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

25 de Novembro é o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres: um dia para lembrar, protestar e mobilizar !


Em média, uma mulher em cada três sofre de violência na sua vida, desde espancamentos a relações sexuais impostas ou outras formas de maus-tratos!
Está nas nossas mãos mudar as nossas vidas...

Problema de homens, por Saramago

«Vejo nas sondagens que a violência contra as mulheres é o assunto número catorze nas preocupações dos espanhóis, apesar de que todos os meses se contem pelos dedos, e desgraçadamente faltam dedos, as mulheres assassinadas por aqueles que crêem ser seus donos. Vejo também que a sociedade, na publicidade institucional e em distintas iniciativas cívicas, assume, é certo que só pouco a pouco, que esta violência é um problema dos homens e que os homens têm de resolver. De Sevilha e da Estremadura espanhola chegaram-nos, há tempos, notícias de um bom exemplo: manifestações de homens contra a violência. Até agora eram somente as mulheres quem saía à praça pública a protestar contra os contínuos maus tratos sofridos às mãos dos maridos e companheiros (companheiros, triste ironia esta), e que, a par de em muitíssimos casos tomarem aspectos de fria e deliberada tortura, não recuam perante o assassínio, o estrangulamento, a punhalada, a degolação, o ácido, o fogo. A violência desde sempre exercida sobre a mulher encontrou no cárcere em que se transformou o lugar de coabitação (neguemo-nos a chamar-lhe lar) o espaço por excelência para a humilhação diária, para o espancamento habitual, para a crueldade psicológica como instrumento de domínio. É o problema das mulheres, diz-se, e isso não é verdade. O problema é dos homens, do egoísmo dos homens, do doentio sentimento possessivo dos homens, da poltronaria dos homens, essa miserável cobardia que os autoriza a usar a força contra um ser fisicamente mais débil e a quem foi reduzida sistematicamente a capacidade de resistência psíquica. Há poucos dias, em Huelva, cumprindo as regras habituais dos mais velhos, vários adolescentes de treze e catorze anos violaram uma rapariga da mesma idade e com uma deficiência psíquica, talvez por pensarem que tinham direito ao crime e à violência. Direito a usar o que consideravam seu. Este novo acto de violência de género, mais os que se produziram neste fim-de-semana, em Madrid uma menina assassinada, em Toledo uma mulher de 33 anos morta diante da sua filha de seis, deveriam ter feito sair os homens à rua. Talvez 100 mil homens, só homens, nada mais que homens, manifestando-se nas ruas, enquanto as mulheres, nos passeios, lhes lançariam flores, este poderia ser o sinal de que a sociedade necessita para combater, desde o seu próprio interior e sem demora, esta vergonha insuportável. E para que a violência de género, com resultado de morte ou não, passe a ser uma das primeiras dores e preocupações dos cidadãos. É um sonho, é um dever. Pode não ser uma utopia.»