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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

As grutas do Escoural, conheces?





Quem quiser visitar estas belíssimas grutas terá de fazer uma marcação prévia junto da Direção Regional de Cultura do Alentejo.

Um espaço diferente a visitar


O Museu do Marceneiro que a empresa eborense Galerias Móveis São Francisco inaugurou no dia 19 de novembro de 2011, em Évora, nasceu da vontade de criar e manter um cenário de trabalho ligado à arte de trabalhar a madeira apartir de uma coleção de antigas ferramentas, mais ou menos gastas pelo uso, ou substituídas por equipamento elétrico na execução dos mais variados trabalhos.
Localizado em pleno centro histórico da Cidade Património da Humanidade, o Museu do Marceneiro será um espaço de exposição para preservar e partilhar a história de uma empresa familiar, contribuindo desta forma para a história da comunidade.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Na semana em que se declaram abertas as comemorações oficiais... O que foi o 31 de Janeiro?


31 de Janeiro de 1891

Em 1886, são organizadas greves a que aderem milhares de portuenses. O ultimato inglês, por causa do Mapa Cor-de-Rosa, que pretendia ligar, por terra, Angola a Moçambique, acentuou o descontentamento generalizado e o sentimento patriótico dos portugueses.

Com este sentimento surgiu o desejo de mudar de sistema político. A crise de governo que se viveu no período, exaltou os ânimos dos militares da guarnição do Porto, que, com o apoio das Forças Armadas, na madrugada de 31 de Janeiro, promoveram a primeira revolução republicana.

Os revoltosos desceram até à Câmara Municipal do Porto, onde ouviram Alves da Veiga proclamar o governo provisório da República, e hastear uma bandeira vermelha e verde. Com fanfarra, foguetes e vivas à República, a multidão decidiu subir a Rua de Santo António, em direcção à Praça da Batalha , com o objectivo de tomar a estação de Correios e Telégrafos.

Mas, sem o apoio das forças políticas, nem da generalidade dos militares, os revoltosos tiveram que se render perante a superioridade das forças fiéis à monarquia, o festivo cortejo foi bruscamente interrompido por uma forte carga de artilharia e fuzilaria da Guarda Municipal, posicionada na escadaria da Igreja de Santo Ildefonso, no topo da rua, vitimando indistintamente militares revoltosos e simpatizantes civis. Terão sido mortos 12 revoltosos e 40 feridos.

A reacção oficial foi implacável, tendo os revoltosos sido julgados por Conselhos de Guerra , a bordo de navios de guerra, ao largo de Leixões. Para além de civis, foram julgados 505 militares. Seriam condenados a penas entre 18 meses e 15 anos de prisão mais de duzentas pessoas.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Crónicas de Artur Goulart, Os Prazeres de Resende

OS PRAZERES DE RESENDE
É normal endeusar os grandes homens. Quanto mais se distinguem nas letras, nas artes, nas ciências, na política, ou em qualquer outro campo do saber, da acção educativa, da ética, da lisura moral e da consciência cívica, de modo que a História os recorda e assinala com maiúscula, mais difícil se torna reconhecer-lhes um comportamento normal de acordo com o comum dos mortais. E, embora racionalmente saibamos que eles, como todos os homens, têm defeitos, virtudes, emoções, depressões, alegrias, amizades, fracassos, incertezas, e sei lá que mais, e apenas souberam salientar-se mercê do seu esforço, de circunstâncias várias e convergentes , e, sobretudo, da entrega persistente a um objectivo, não deixamos por isso, mesmo inconscientemente, de os colocar numa esfera ideal de comportamento. Esta atitude, levada ao extremo, vem provocar as biografias encomiásticas, os panegíricos exaltados, onde o grau de anormalidade dos biografados cada vez mais os afastam dum reconhecimento objectivo, transformando a exemplaridade possível num ideal inatingínvel, e o possível leitor em admirador embasbacado e distante.
Pelo contrário, dar humanidade a todos eles, conhecer-lhes objectiva e serenamente a normalidade, é criar proximidade, aprender-lhes o convívio, partilhar a herança e usufruir rentavelmente o mistério do passado.
Vem tudo isto a propósito de André de Resende, o eborense ilustre de Quinhentos, humanista notável, pedagogo insigne, latinista afamado, prolífero escritor. Aos dez anos professa no Convento de São Domingos, poucos anos depois já está a prosseguir estudos em Alcalá de Henares e Salamanca, e continua um longo percurso pelas grandes universidades europeias. Em Lovaina se torna seguidor de Erasmo e, em Paris, é aluno de Nicolau Clenardo, de quem se faz amigo e que, mais tarde, trará de Salamanca, por solicitação de D. João III, para preceptor do infante D. Henrique, futuro cardeal-rei e primeiro arcebispo de Évora. A experiência da vida diplomática tem-na com o representante português junto da corte de Carlos V, o embaixador D. Pedro de Mascarenhas, a quem acompanha entre 1531 e 1533, ano em que regressa à sua Évora natal, e a partir da qual passará a exercer uma intensa actividade literária e pedagógica.
São, todavia, outros os aspectos da vida de Resende que estão na mira destas linhas. Um dia destes dei comigo a reler um belo artigo "Bosquejos campestres em novos poemas de André de Resende", do professor e latinista australiano John Martyn (A Cidade de Évora, 69-70, 1986-1987, pp 21-30). Ao comentar os poemas cita um significativo excerto de uma carta de Nicolau Clenardo a João Vaseu, outro célebre humanista trazido por Resende, que ensinou em Braga e Évora. Nela, Clenardo, com uma ponta de humor, imagina o que faria aos amigos se fosse Papa: "proibir Vaseu de beber vinho durante três meses, a não ser que Resende lhe mandasse algum grátis, e proibir Resende de escrever poesia, de jardinar e de examinar mármores antigos durante um ano inteiro. Este duro castigo leva Martyn a concluir que "Clenardo acertou em cheio nos três maiores prazeres de Resende, sobretudo nos seus últimos anos".
Na verdade, a poesia atravessa dedicadamente toda a vida de Resende como um normal respirar e comunicar. Basta ler o referido artigo para perceber o seu amor por ela. Sente-se, todavia, que faltam edições acessíveis da sua obra poética, com boas traduções e comentários, uma vez que o latim foi a sua língua de eleição. Creio que seria uma surpresa para muita gente poder, por exemplo, ouvi-lo cantar: "Tudo é exuberância, agora é a nova estação do tempo, / as ledas ervas embranquecem com tantas flores". Ou então: "Oh se eu pudesse, quão mais belo fora, / fugindo enfim aos Reis, / comer liricamente as minhas couves, / ter da vida o que os deuses / dessem, descer as Musas da colina, / reter cantando o tempo, / p'ra não morrer de todo e a melhor parte / sobreviver-me um dia..."
Não é difícil também perceber que jardinar fosse um dos "hobbies" de Resende. Possuía uma quinta, perto de Évora, ali na estrada de Arraiolos, junto à Manisola. Ainda lá está, no meio do campo, a bela fonte, quase em ruinas, lugar de meditação, de fresco, de convívio. Há alguns anos, na imprensa local, chamei a atenção para a importância da fonte e para a necessidade de ser conservada. Até agora nada foi feito e a degradação do monumento aumentou consideravelmente. Na sua poesia, carinhosas são as referências à quinta, aos jardins, à vida e trabalhos do campo. Escreve, por exemplo, " (...) a 2000 passos da minha cidade (...) posso escrever poemas / ou renovar a vinha, ou enxertar de nova maneira, / forçar o infeliz medronho a dar um fruto que não é seu".
Resta, por fim, a dedicação de Resende pelas antiguidades. O primeiro a dedicar-se, que saibamos, a buscas arqueológicas e a coleccionar, na sua casa da cidade, numerosas lápides romanas, algumas das quais hoje no museu. O exame aturado de muitas outras e os seus estudos históricos levaram-no a escrever os "Libri quatuor de Antiquitatibus Lusitaniae", editados em 1593 já depois da sua morte, e a "História da Antiguidade da Cidade de Évora" (Évora 1553), onde o seu amor por Évora e a vontade de a glorificar assentando com segurança os seus fundamentos na civilização romana, o fizeram engendrar numerosas lápides, pretensamente romanas, que apresenta com as transcrições e respectivas traduções. Os testemunhos deixados demonstram bem esta dedicação acrisolada pela epigrafia latina e pela arqueologia.
Esta breve digressão pelo três prazeres de Resende - a vivência da poesia, o amor pela natureza e o gosto da arqueologia - levam-me a interrogar-me e a interpelar os leitores com a questão: não serão frequentes, ouso até dizer, não serão tais prazeres naturais em quem vive e sente o Alentejo?
Artur Goulart
(Publicado em «Évora e o mais», nº 2, Junho 1994)

Quem acode à Fonte de André de Resende, Artur Goulart

O Passado à Flor da Cidade
Quem acode à Fonte de André de Resende?
Se há nomes de que Évora se pode orgulhar, ao longo da sua história, é o de André de Resende. Grande figura de humanista de reputação internacional, conhecedor dos grandes centros europeus de cultura, do círculo de amigos de Erasmo e muitos outros intelectuais, autor de mais de centena e meia de trabalhos, geralmente em latim - livros, poemas, cartas, opúsculos -, André de Resende sempre procurou dignificar a sua cidade, sobretudo enaltecendo o seu passado histórico.
Morava na rua hoje com o seu nome (Mestre Resende), ao nº 39. E a casa, embora muito remodelada no séc. XIX, mantém todavia ainda algumas das características da época. Possuía, além desta, uma pequena casa de campo, na chamada Quinta do Arcediago, julgo pertencente hoje à Manisola. E é aí, a poucos metros da casa, perto do aqueduto que atravessa a Quinta ora rasando o solo ora elevando-se em elegantes arcadas, que se encontra a fonte de André de Resende.
O amor pela água, que brota com força do seio da terra, é uma constante na história da humanidade, e, ciclicamente, assume expressões que ultrapassam o meramente utilitário até atingirem a quase divinização. A fonte é, por vezes, cercada num espaço arquitectónico, como num templo, onde dignificada e dominada está apta a estabelecer com o homem uma comunicação purificadora, refrescante, espelho de ideias, saciadora de desejos.
O humanismo quinhentista, com o reacender dos grandes temas clássicos, o repensar do homem e da natureza, reaviva este culto da água. A fonte de André de Resende é um exemplo raro e significativo da época. Pequena construção rectangular (2x2,40 m e cerca de 3 m de altura), coberta por uma cúpula elíptica encimada por lanternim, abre-se para NE por um arco de volta perfeita a toda a largura da parede, ladeado por dois grossos contrafortes. Sobre o arco, aberta em estuque, uma inscrição latina, cópia de uma outra que André de Resende guardava ciosamente na sua colecção epigráfica, na sua casa da cidade, e hoje no Museu de Évora. No interior, na parede do fundo, outra inscrição latina, igualmente em estuque, hoje quase desaparecida. A nível do solo, no canto direito, a fonte. Nas paredes laterias, dois bancos corridos, de pedra, convidam ao repouso, à conversa.
Precisamente aí se teriam desenrolado muitos dos diálogos de Mestre Resende com os seus amigos. Ele próprio o refere a propósito de uma conversa com o poeta Inácio de Morais e o médico Luis Pires. Ainda na cidade, depois de os convidar a um passeio, acrescenta: «…em passeio lento, falando animadamente pela estrada, chegámos à casa de campo e, tomada uma breve colação, sentámo-nos junto à fonte.» (Américo da Costa Ramalho, «Algumas figuras de Évora no Renascimento», in A Cidade de Évora, 65-66, 1982-1983, pp 8-9).
Ora é esta preciosidade que ameaça ruir. Uma árvore, já frondosa, nasceu e cresceu incrustada na parede lateral a NO, tendo aberto grandes fendas que tendem a agravar-se de ano para ano com as chuvas, infiltrações, desenvolvimento dos ramos e raízes. Não será altura, antes que caia, nesta Évora Património Mundial, que alguém ou alguma instituição, em época de mecenato cultural, lhe deite a mão?
Esta herança monumental de André de Resende, tal como a sua obra literária, merece o nosso respeito, mais que não seja pelo muito que ele fez por Évora.
Artur Goulart
(Publicada em «O Giraldo», de 20 de Maio de 1987)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

André de Resende, por Francisco Bilou e Artur Goulart

A propósito da tese de Francisco Bilou "A (RE)FUNDAÇÃO DO AQUEDUTO DA ÁGUA DA PRATA EM ÉVORA, Artur Goulart na sua "Crónica à segunda" (6) refere de novo André de Resende:
Hoje trago um tema que diz respeito à minha cidade de adopção. Trinta anos de Évora, com a vivência permanente do seu rico património, muitas e muitas horas de investigação e estudo dos seus monumentos, dos seus costumes, das suas gentes, gravam no coração um sinal de pertença como se aqui tivesse nascido e sempre vivido. A história de Évora é para mim lugar de atracção e devaneio, nela me sinto em casa, conheço-lhe os cantos, respiro o tempo que passou, aguardo empenhado o que virá. A esse propósito, esta semana assisti à defesa de uma tese de mestrado, daquelas que dá gosto ouvir e aprender, não que a arguência provocasse grandes debates e oposições, tal não seria muito possível, mas porque a excelência da apresentação do tema, a força da argumentação baseada em muita investigação, muito trabalho de campo, a análise cuidada e meticulosa, a novidade das conclusões, marcaram a qualidade do trabalho. A classificação final de 19 valores foi bem merecida. Intitulava-se “A (re)fundação do Aqueduto da Água da Prata em Évora. 1533-1537. Novos dados arqueológicos” e apresentou-a o Francisco Bilou, como dissertação do Mestrado em Arqueologia & Ambiente, do Departamento de História da Universidade de Évora. Quem alguma vez visitou Évora não pode ter deixado de ver o seu aqueduto, trazendo de longe (17 km) a imprescindível água e penetrando na cidade com as altas e esbeltas e redondas arcarias. Resumindo, tal construção foi mandada erguer por D. João III e, até muito recentemente, negava-se a possibilidade da existência de um aqueduto romano, apesar de se saber que o templo no alto da cidade tinha tanques de água à volta e que, um pouco mais abaixo, as termas romanas no subsolo da Câmara Municipal utilizavam em abundância o precioso líquido. Argumentava-se com a altimetria do templo em relação à nascente e com a inexistência de vestígios arqueológicos. Tudo isto, apesar de já em 1533, ao regressar a Évora, o grande humanista eborense André de Resende se ter lançado numa acesa diatribe com o Bispo de Viseu, D. Miguel da Silva, também ilustre eborense, embaixador junto do Papa Leão X e que apenas regressa a Portugal para o episcopado viseense. Resende incitava o rei à refundação do aqueduto, afirmando a existência da construção romana, ao contrário do prelado de Viseu. D. João III acabou por abalançar-se à obra, levando o seu termo para a Praça do Giraldo, a uma cota mais baixa que o alto da acrópole, na dúvida da total argumentação de Resende. Ora, com esta dissertação, Francisco Bilou veio provar a razão de Resende e trazer provas suficientes de vária ordem e, sobretudo, arqueológicas para a existência do aqueduto romano, bem como muitas outras novidades sobre a obra de D. João III. Todavia, o que me apraz registar hoje é, de certo modo, a reabilitação de André de Resende, apoucado por alguns estudiosos da nossa praça por ter fabricado algumas lápides pseudo-romanas, ele insigne dominicano, primoroso latinista, notável humanista frequentador reconhecido das principais universidades estrangeiras da época, primeiro arqueólogo português digno desse nome, figura eminente do século de ouro da história eborense. Faleceu em 9 de Dezembro de 1573 e foi sepultado no seu convento dominicano, hoje desaparecido para dar lugar ao Teatro Garcia de Resende e à praça correspondente. Quando da demolição do convento, os seus restos mortais foram trasladados com honras especiais para a Sé de Évora. A história e obra dele é, todavia, água de outro aqueduto que não do riacho desta crónica.
Évora, 16 de Novembro de 2009 Artur Goulart
(Publicada no Diário dos Açores, 18 de Novembro de 2009)




ANDRÉ DE RESENDE[1]

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Thanksgiving, a quarta Quinta-Feira de Novembro, 26 de Novembro

Em 1621 William Bradford, o Governador do Massachussets, decidiu fazer um jantar de acção de graças para todas as pessoas. Ele queria agradecer a Deus por muitas coisas. Tinha sido um ano difícil, mas as pessoas ainda tinham comida para comer. Ele queria um modo de partilhar esta boa sorte com os índios americanos que os tinham ajudado. Aquele jantar durou três dias. Hoje a refeição tradicional de Acção de Graças é semelhante à primeira. Normalmente há um peru, batatas-doces, milho e tarte de abóbora. O dia de Acção de Graças é um dia especial para a reunião familiar.

Fonte: American Customs and Traditions, Terry Tomscha, Longman, 1990, Harlow.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Celebração dos 20 anos da Queda do Muro de Berlim

Celebram-se hoje os 20 anos da queda do Muro de Berlim. Conhece a história da sua construção e queda. Parte importante da História do séc. XX.

domingo, 4 de outubro de 2009

O Primeiro Presidente da República Portuguesa e os que se seguiram


Joaquim Teófilo Fernandes Braga 1910-10-05/1911-08-24
Manuel José de Arriaga Brum da Silveira e Peyrelongue 1911-08-24/ 1915-05-25
Joaquim Teófilo Fernandes Braga 1915-05-29/1915-08-05
Bernardino Luís Machado Guimarães 1915-08-06/1917-12-05
Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais 1918-04-28/1918-12-14
João do Canto e Castro da Silva Antunes 1918-12-14/1919-10-05
António José de Almeida 1919-10-05/1923-10-05
Manuel Teixeira Gomes 1923-10-06/1925-12-11
Bernardino Luís Machado Guimarães 1925-12-11/1926-05-31
José Mendes Cabeçadas Júnior 1926-05-31/1926-06-17
Manuel de Oliveira Gomes da Costa 1926-06-17/1926-07-09
António Óscar Fragoso Carmona 1926-07-09/1951-04-18
António de Oliveira Salazar 1951-04-18/1951-07-21
Francisco Higino Craveiro Lopes 1951-07-21/1958-08-09
Américo de Deus Rodrigues Tomás 1958-08-09/1974-04-25
António Sebastião Ribeiro de Spínola 1974-04-25/1974-09-30
Francisco da Costa Gomes 1974-09-30/1976-07-13
António dos Santos Ramalho Eanes 1976-07-14 1986-03-09
Mário Alberto Nobre Lopes Soares 1986-03-09/1996-03-09
Jorge Fernando Branco de Sampaio 1996-03-09/2006-03-09
Aníbal António Cavaco Silva 2006-03-09